Trombose em voos longos: como prevenir

Última atualização: 07 de maio de 2026 · Por Dra. Maíra Vilela · CRM-DF 24085 · RQE 15065
Quem viaja muito de avião já ouviu falar da chamada Síndrome da Classe Econômica. O nome lembra os assentos apertados, mas o risco existe em qualquer viagem longa em que a pessoa fica imóvel por horas. Trata-se da formação de coágulos nas veias profundas, conhecida como trombose venosa profunda (TVP).
Como cirurgiã vascular em Brasília-DF, atendo pacientes que retornam de viagens internacionais com sintomas que poderiam ter sido evitados. Aqui vai um panorama do tema, sem entrar em detalhes de tratamento, que sempre dependem de avaliação individualizada.
Por que voos longos aumentam o risco
O ambiente da cabine soma fatores que prejudicam a circulação:
- Imobilidade prolongada: a panturrilha funciona como uma “segunda bomba” do retorno venoso. Sentada por horas, ela praticamente para.
- Espaço reduzido: assentos apertados comprimem as veias da região posterior dos joelhos.
- Pressurização e baixa umidade: contribuem para a desidratação e podem alterar sutilmente a coagulação.
- Consumo de álcool e cafeína: intensificam a desidratação.
A combinação de imobilidade, desidratação e cabine pressurizada cria condições favoráveis para a formação de coágulos em pessoas predispostas.
Quem tem mais risco
- Mulheres grávidas ou no puerpério
- Usuárias de anticoncepcionais hormonais
- Pessoas com histórico pessoal ou familiar de trombose
- Pacientes com varizes ou insuficiência venosa
- Tabagistas, idosos e pacientes oncológicos
Se você se enquadra em mais de um desses perfis, vale conversar com cirurgião vascular antes de viagens longas.
Sinais de alerta após viagem
Atenção nos primeiros dias após desembarcar:
- Inchaço repentino em apenas uma perna
- Dor ou sensação de peso na panturrilha
- Calor e vermelhidão local
- Falta de ar súbita e inexplicável (emergência)
- Dor torácica intensa ao respirar fundo (emergência)
Os últimos dois sinais podem indicar embolia pulmonar e exigem atendimento imediato.
Cuidados gerais que ajudam
Sem entrar em prescrições específicas, algumas medidas amplamente reconhecidas pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular e pela Organização Mundial da Saúde ajudam:
- Manter-se hidratada antes e durante a viagem
- Movimentar-se a cada 1 a 2 horas
- Evitar roupas que apertem a cintura ou pernas
- Considerar uso de meias de compressão
- Evitar excesso de álcool durante voos longos
O tipo de meia, o tempo de uso e a necessidade de qualquer outra medida preventiva devem ser definidos em consulta.
Mitos comuns
“Só acontece em voos internacionais”
Não. Trajetos acima de 4 horas, em qualquer meio de transporte, podem favorecer a formação de coágulos.
“Aspirina previne trombose em voo”
Não. A aspirina não é eficaz na prevenção da trombose venosa profunda. Decisões medicamentosas só com orientação médica.
“Sou jovem, não preciso me preocupar”
Pessoas jovens também podem desenvolver trombose, especialmente mulheres em uso de anticoncepcional e em viagens prolongadas.
Quando procurar avaliação
Se você se enquadra em algum grupo de risco ou planeja viagem internacional, vale agendar consulta antes de embarcar. E se voltou da viagem com sintomas, não espere passar.
Aqui na Clínica Life Varizes em Brasília-DF, fazemos Eco Doppler no mesmo dia da consulta. Atendemos convênios vinculados à AMHP. Cuidar da saúde vascular antes da viagem é um cuidado simples, com impacto importante.
Atendimento humanizado em Brasília-DF, com Eco Doppler no mesmo dia. Cuidamos das suas pernas com técnica, ciência e acolhimento.
Fontes e Referências
- Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV)
Diretrizes de prevenção da trombose venosa profunda - Organização Mundial da Saúde (OMS)
Saúde em voos longos
Por Dra. Maíra de Freitas Vilela Silveira · Cirurgiã Vascular · CRM-DF 24085 · RQE 15065
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